Um novo amanhecer

01/06/2020

Alimento da alma em 01.06.2020

Sinto muito, perdi a voz em 10 semanas calada… rsrsrs… e estou repetitiva nas imagens… um grande abraço

Data da Postagem: 01 de jun de 2020

Dia a dia … ou… Arte no gerúndio: Vivendo

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A aceitação do paradoxo

24/05/2020

La ventana abierta (1921) – Juan Gris

Eu sempre me senti minúscula face ao conhecimento existente em tantas áreas e sobre tantas coisas interessantes. E sempre tive muita admiração pelos eruditos que dominam um vasto conhecimento, devidamente apropriado por reflexões pessoais. Mas, evidentemente, eles estão para além da minha condição intelectual, em distância não passível de mensuração.

No patamar da medianidade em que me reconheço, sempre contei com um excelente raciocínio – sem falsa modéstia – e uma péssima memória, um divórcio que sempre me impediu de saber o que sei, já que por vezes há o salvamento de uma nova aprendizagem que, já ao nascer, cai nas profundezas dos neurônios embaralhados mais ainda por uma condição de DDA. E eis que, ao ter no pensamento um certo tema, como se fosse usada a isca de um pescador bom de peixes, independentemente do meu controle, de lá emergem conhecimentos que se conectam com aquilo que tenho na mente. E isso muitas vezes é surpresa para mim mesma. Ocorria muito com o uso de palavras. Após eu escrever, ia verificar o significado de algumas delas porque não era consciente de que as conhecia. E, no entanto, estavam bem adequadas na inserção do que dizia. Ocorria também em raciocínios mais complexos, o que me valia a possibilidade de caminhar na minha estrada mediana multifacetada, mesmo com os percalços da ineficiente memória evocativa.

A minha curiosidade sobre o novo se estende a várias dimensões da vida humana e isso sempre teve um lado positivo – o prazer das descobertas, a realçar as cores da vida – e um lado negativo – a caminhada meio perdida entre tantos despertares de interesse ao longo do meu percurso.

E agora eu estou me deparando com um paradoxo. Nunca esqueço Winniccott ao falar em paradoxo. Com ele aprendi a riqueza de aceitar o caminhar com algo aceito, tolerado e jamais resolvido.

2020: estamos no turbilhão da pandemia do coronavírus.

E, na vivência da quarentena, criou-se um paradoxo: por não estarmos com acesso ao mundo de fora, o mundo de fora se torna acessível através da tecnologia da informação numa dimensão jamais anteriormente vivida, agora ocupando espaço vital na reordenação da vida de todos no nosso planeta.

E quando falo todos, não ignoro que a desigualdade social, principalmente em países como o nosso, que sempre manteve por interesse de poucos o fosso gigantesco de distância entre os mais pobres e os mais ricos, torna muito diferente a possibilidade de uso dessa tecnologia. Mas, ainda assim, ela tem se expandido até nesse extrato mais desfavorecido da população.

Se, inicialmente, havia em mim a ânsia de saber das novidades anunciadas para que o tempo em casa fosse ocupado com atividades prazerosas – artes, turismo visitado à distância, leituras diversas e leves como crônicas e outras – e, também, com as novidades necessárias – noticiários, jornalismo crítico, etc. – com o decorrer das dez semanas em que tenho estado no mundo de dentro da minha casa, comecei a me afogar na minha pequenez e sentir o contraditório do excesso na falta.

Não é somente o fato do dia de 24 horas ter com contar com tarefas inusuais antes da pandemia, como todos os afazeres domésticos; nem tampouco o fato de que vivemos sob um estresse inevitável para quem está em sua normalidade de funcionamento psicológico, dada a realidade da situação de risco e efeitos dos cuidados tomados, inclusive o isolamento social, e isso afetar a forma como lidamos com o tempo; nem ainda o fato de que as horas, dentro de nosso espaço, já se distribuíam entre estudos (no meu caso, uma tábua de salvação: um curso online na PUCRS desde julho de 2019), leituras e filmes, por exemplo.

E se não estou incluindo o tempo que temos de sociabilidade à distância, isso se deve a estar refletindo apenas sobre o surgimento na minha vida do paradoxo relativo ao mundo de produção humana para satisfação estética e cognitiva estar enormemente acessível – pela disponibilidade maior oferecida pelos meios produtores – e inacessível pela minha incapacidade, tanto cognitiva como emocional, de absorver a todos os que despertam interesse.

Talvez eu tenha querido batizar com uma palavra mais bela – paradoxo – o que é apenas o meu limite. O mundo de fora em falta por contato direto, trazido em excesso para o mundo de dentro por canais indiretos, talvez não constitua com isso um paradoxo. Talvez seja o anúncio de uma nova realidade, que será remodelada com a força de tal mudança.

Lidar com o meu limite pessoal é o que preciso aceitar, tolerar sem resolver, e simplesmente conviver nessa quarentena.

Data da Postagem: 24 de Mai de 2020

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Na quarentena: ontem e hoje

16/05/2020

 

 

 

 

 

 

Em 15.05.2020, enviei para alguns amigos a mensagem e o link seguintes:

Minha produção artística de hoje [vídeo que continua a foto acima]:

https://drive.google.com/file/d/12TYR29rcreJVT5zD0As_pAk4iuITscYj/view?usp=sharing

 

E hoje, enviei outra mensagem, que foi:

 

 

 

 

 

 

 

 

Voltei.

E o céu chorou por mim.

Quando meu sobrinho tinha, se não me engano, entre 4 e 5 anos de idade, pegou hepatite e meu irmão o levou para ficar na casa de minha mãe, sua avó. Ficou num quarto, sozinho, deitadinho numa cama baixinha, com uma televisão à frente. Ele não sentia nada, como acontece com essa doença, mas tinha que ter repouso absoluto. Só levantava para ir ao banheiro e claro que isso era uma situação muito penosa para uma criança. Um dia em que ele ensaiou dar um gritinho sem ter nem por quê, eu disse que ele podia gritar, se quisesse. E ele passou quase 15 minutos gritando, gritando, gritando… e aliviou a sua agonia!
Eu agora de manhã me lembrei dele nesse dia tão longínquo…

PS Meu grito durou o tempo que levei, aprendendo a montar o vídeo.

Data da Postagem: 16 de Mai de 2020

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Fim de semana em quarentena

20/04/2020

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

[Foto obtida em Fernando Rocha destaque no Congresso Vida!]

 

Pensando na autorevelação que aconteceu nesses últimos dois dias do fim de semana em casa, eu me lembrei de um poema essencial – essa a palavra que, para mim, melhor diz o que ele significa – trazido por um amigo há muitos anos atrás:

 

QUALQUER  TEMPO

 

Qualquer tempo é tempo.

A hora mesma da morte

é hora de nascer.

 

Nenhum tempo é tempo

bastante para a ciência

de ver, rever.

 

Tempo, contratempo

anulam-se, mas o sonho

resta, de viver.

 

Carlos Drummond de Andrade

 

Sim, qualquer tempo é tempo…

E nesses dois dias em que me abati emocionalmente, sozinha em minha cela Solitária, eu me dei conta de que eu preciso apenas de mim mesma quando me deprimo existencialmente, quando desce o meu ânimo por algum motivo, ou até sem motivo, como acontece ao longo da vida. E isso é tão forte que eu não consigo acolher amigos para compartilharem o meu momento no seu ápice.

Já expressei muitas vezes que eu sempre confio no movimento de alternâncias na vida: fases boas, fases ruins vão se sucedendo e eu sempre aguardo com confiança que isso prossiga assim. Não falo, evidentemente, em relação a certas questões de saúde física quando o comprometimento claramente é irreversível. Ainda assim, há pequenos movimentos em que a dor e a ausência da dor podem se suceder, mesmo que o quadro não permita acreditar numa reversibilidade que traga a saúde de volta… até que a saída da dor é a despedida da vida…

Quando falo que preciso apenas de mim mesma nesses momentos não estou numa posição prepotente de prescindir dos outros para viver bem. Mas, essa fé humana, que é muito forte em mim, me sustenta no aguardo da mudança de fase a partir das forças de reação que também compõem essa fé. O meu sofrimento, a minha dor não passarão e não me farão levantar com forças outras senão as minhas próprias.

No entanto, eu preciso muito dos outros e talvez isso não fique tão visível porque eu preciso dos outros para estar bem, eu preciso dos outros para não entrar no sofrimento, para não experienciar a dor existencial da solidão, que se torna mais presente quanto mais a condição de viver sozinha se aguça, como está sendo na experiência atual de quarentena, por mais que eu consiga usufruir bem a solitude. Eu preciso dos outros que me aceitem como eu sou, sem esperar que gostem de todo o meu modo de ser. Mas, principalmente, eu preciso dos outros, não para cobrirem sua dificuldade de estar só ou para que eu não fique sozinha, mas que venham a mim por desejarem estar com quem eu sou e apreciarem o estar comigo de alguma forma.

Eu preciso dos outros para VIVER!

 

Data da Postagem: 20 de Abr de 2020

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A dimensão real

16/04/2020

 

 

 

 

 

 

 

Um comunicado, lido há pouco no grupo do condomínio sobre a necessidade de comunicação imediata aos síndicos por parte dos que, porventura, venham a se contaminar com o coronavirus, ativou a elaboração, já em andamento, da reflexão sobre o tema.

Se estamos numa pandemia em curso exponencial, sem que haja remédios preventivos nem com especificidade curativa para o vírus em questão, o que nos resta fazer para evitarmos entrar no rol das tristes estatísticas de quadros graves e até mesmos dos leves? Para mim, vale a orientação da OMS que tem sido exaustivamente propagada por aqueles que pensam em primeiro lugar no ser humano e no seu direito à vida.

No entanto, vou me reportar ao dizer de Ariano Suassuna*, com quem sempre me identifiquei de forma visceral no seguinte:

 

 

 

 

 

E por que trago isso ao falar do coronavirus e do mundo de cabeça para baixo em que estamos vivendo?

Para discorrer sobre a dissociação, muito frequente entre nós, entre os processos de crítica & autocrítica, o que favorece que façamos tudo aquilo que vemos o outro fazer e nele criticamos como comportamento inadequado, indesejável, errado mesmo do ponto de vista ético, enquanto usamos, ao fazer o mesmo, o amaciamento das racionalizações, a permitirem que a consciência seja apaziguada, porque a benevolência das autojustificativas, contrariando o nosso próprio discurso ao analisar o mundo e os outros, nos livra de uma autocrítica coerente.

E isso se constitui na ponte que quero fazer com a conclamação feita pela síndica e vice-síndica para que não fosse postergada a comunicação informativa de algum caso de coronavirus no condomínio.

Ora, isso nem deveria ser necessário se pararmos para pensar na obviedade do embasamento do pedido, qual seja, aprimorar as medidas de cuidado preventivo para não contaminação dos demais condôminos e dos funcionários que aqui trabalham. E por que se faz necessário? Por que precisa uma síndica e uma vice-síndica expressarem tal preocupação na forma de um pedido aos condôminos?

Acredito que seja pela real possibilidade de que venha a haver a omissão dessa informação!

Falta grave do ponto de vista dos que omitiriam? Se olharmos apenas pelo prisma da responsabilidade social com o outro, poderia ser pensado que sim. Mas, como eu gosto muito dos “Por quês?” para refletir sobre as coisas, eu passo para outro “Por quê?”.

Por que pessoas que são estruturadas com bom caráter, que têm características humanas de cordialidade, de solidariedade explicita muitas vezes, que não se construíram como pessoas agressivas, etc., seriam capazes de omitir tais informações – e vejam bem, omitir não é negar – até quando não teriam mais como deter que elas fossem trazidas à tona?

Na minha forma de ver isso se deveria ao medo da estigmatização que poderia advir por parte dos seus vizinhos.

Mas, como?! Esses seus vizinhos não estão a par dos cuidados a serem tomados para evitar a contaminação crescente? Eles não estão conscientes de que todos estamos sujeitos à possibilidade do contágio – a possibilidade já é em si uma realidade, dizia Lucien Goldmann; e se a ciência atua com probabilidade, isso não elimina que a baixíssima probabilidade se realize porque ainda é uma possibilidade – e que a melhor prevenção é a transparência sobre a realidade para que nossas ações sejam mais apropriadas para lidar com ela?

Se isso estiver claro para nós vizinhos, além de não nos deixarmos levar pelo preconceito – e aqui considero fundamental que haja uma coerência entre crítica e autocrítica, entre discurso e ação – a marcar agressivamente alguém doente com a rejeição, seríamos até capazes de ampliar nossa sensibilidade e solidariedade ao acolhermos de coração os que estivessem nessa condição.

Assim, complementando o apelo da síndica e vice-síndica, eu faço o meu aqui: sejamos realistas esperançosos, trabalhemos a desconstrução dos nossos preconceitos e nos aliemos aos laços humanos de apoio e solidariedade! Somente dessa maneira, criando condições propícias para que alguém que se contamine tenha tal espaço de liberdade, poderemos ser ajudados pela informação imediata e precisa da sua situação.

 

*  https://kdfrases.com/autor/ariano-suassuna

 

Data da Postagem: 16 de Abr de 2020

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Descobri minha inspiração para o antigo “Clube dos Viajantes Parados”…

11/04/2020

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As revelações sobre a gente mesma surgem muitas vezes inesperadamente. Assim está sendo comigo agora, ao me dar conta da inspiração inconsciente para o nome dado ao grupo que criei há anos atrás: Clube dos Viajantes Parados. Eu enviava por email mensagens de arquivos de fotos – penso que eram em Power Point – sobre outros lugares do mundo, dessa maneira visitados sem que a gente ultrapassasse os muros de nossas casas. Era um prazer compartilhado com várias pessoas que queriam receber o que eu ia achando e coletando. E, ao escrever hoje sobre o meu apreço pelas paisagens, isso me lembrou o meu pai e sua pesquisa sobre as ilhas do mundo inteiro, o que foi falado no post anterior. Como disse lá, seu material, infelizmente, ficou perdido para nós. No entanto, trago o resgate de poucas anotações preservadas conosco, que mostram o seu interesse não apenas em fazer os contatos pelo rádio, mas em aprofundar o conhecimento sobre as ilhas. Cada contato realizado o levava ao levantamento da singularidade daquele lugar em muitos aspectos e isso  evoluiu para uma grande riqueza de informações ao longo de suas viagens parado. São expressão de alguém que tinha o gosto por aprender, que brincava, winnicottianamente falando, a partir da sua curiosidade sobre o que era novo para ele. Sem dúvida, tive sua influência em minha construção como pessoa. A minha Dissertação de Mestrado, com ele já falecido, teve como dedicatória: “Ao meu pai – sempre comigo – e à minha mãe, que me encantaram a infância com a magia de ´O Livro dos Porquês´”. E aí estão os registros do seu despertar para a viagem pelas ilhas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E a Terra era redonda para ele, como é redonda para mim…

 

Data da Postagem: 11 de Abr de 2020

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Em quarentena: O lado de fora dentro de mim

11/04/2020

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje saí de novo para visitar o meu amigo, o Mar...

Não levei o celular e, por isso, não fiz fotos atualizadas, mas o percurso foi o mesmo do dia 02 de abril e assim vou mostrar por onde andei. Paisagens sempre alimentaram a minha alma. Talvez meu pai tenha deixado marcado em mim o seu gosto pelas paisagens em viagens do pensamento e em viagens por terra e por mares. Ele era radioamador e fez uma imensa pesquisa sobre ilhas em todos os continentes. Catalogava as ilhas com todos os dados que colhia em contatos feitos pelo rádio, e tinha um acervo enorme de ilhas, muitas praticamente desconhecidas, que ia descobrindo dessa forma. Passava tudo para fichas e seus arquivos, meticulosamente ordenados, dariam uma publicação muito interessante, caso ele não tivesse falecido precocemente, aos 68 anos de idade. Como nós não lidávamos com radioamadorismo, decidimos, em família, passar esse material, muito precioso para nós afetivamente falando, para um colega radioamador que disse que iria dar continuidade e organizar para publicação. No entanto, ele nunca voltou a fazer contato conosco e não sabemos o fim que deu ao imenso trabalho do meu pai. Claro que papai fez isso no tempo em que não contávamos com computador nem internet e que hoje teria sido bem diferente coletar tais informações. Mas, na época em que realizou sua pesquisa, ela foi de uma riqueza imensa que, infelizmente, se perdeu para nós também.

Mas, se há registros que não se perdem são os registros na alma. E, assim, paisagens sempre foram um alimento para mim. Falei nisso em https://imparidade.wordpress.com/2017/09/09/colecionadora-de-paisagens/, em https://imparidade.wordpress.com/que-venham-os-ladroes-de-paisagens/ e sempre tive isso como parte integrante de minhas andanças fora de casa.

Voltarei para falar sobre o momento atual. Deixo aqui nossas lindas paisagens como merecedoras de nossa atenção ontem, hoje e amanhã!

 

Data da Postagem: 11 de Abr de 2020

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Girassóis

18/03/2020

Sem palavras para o que vivemos, trago os girassóis para vocês. Que eles estejam como imagens presentes em nossas retinas e seu significado simbólico represente nossa confiança no tempo à nossa frente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Van Gogh – Vaso com 3 girassóis

 

Mas, tudo se transforma…

E uma corrente de palavras se formou e as palavras de Kitty O´Meara chegaram através da minha sobrinha Cecília, no grupo familiar de wa:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Data da Postagem: 18 de Mar de 2020

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A força do carnaval

08/02/2020

 

 

 

 

 

Estou na angústia do tempo subjetivo infinito… subi rápida na camionete assim que meu avô perguntou se queria ir para a fazenda, antes que retirasse o chamado. Eu queria, sempre queria pegar uma estrada… sempre quero ainda hoje e sejam quais forem as paisagens que desfilam, eu as acho lindas… adoro estradas até quando a gente se perde nelas… toda estrada leva a algum lugar, foi como acalmei minha sobrinha pequena quando me perdi indo para uma fazenda nas vizinhanças do nosso litoral norte de praias.

Mas essa outra fazenda, a do meu avô, era noutra direção e bem mais longe, numa serra na Paraíba, entre Belém do Curimataú e Guarabira. E eu adorava ir para lá, sem piscar para responder. Estava de férias e o carnaval estava próximo. Não pensei no assunto. Embarquei na boleia da camionete onde viajava, comendo poeira e contando os jumentos durante o percurso. E olhando a imensidão do mundo para mim.

Mas, se havia três compromissos familiares com o brincar coletivo, embora não fossem anunciados como tal por papai e mamãe, eram o Carnaval, o São João e o Natal. Não que não houvesse as festinhas de aniversário, as primeiras-comunhões, e outras celebrações festivas, mas os grandes eventos que mobilizavam toda Natal eram esses e a gente participava de todos. Ah! Tem mais um: a Parada de 7 de Setembro, quando a gente ia para a avenida Deodoro ver o desfile militar e eu tremia de medo dos aviões que passavam sobre nossas cabeças. Mas, não tinha a magnitude dos demais. Era um evento passivo, não ativo e lúdico como aqueles três.

Um ano que transcorresse: 1. sem a alegria colorida e barulhenta do carnaval, com o corso na Deodoro, os blocos de sujos na rua e as matinês no Aero Clube; 2. sem a fogueira de São João e os pacotes de fogos para cada um dos filhos – éramos 3 à época, a caçula ainda não tinha nascido – soltados com a assistência de papai; e 3. sem a árvore de Natal montada e a expectativa dos presentes que iriam chegar… não teria vida para nós.

Pois bem, lá fui eu para a fazenda do meu avô sem pensar que o carnaval estava tão próximo. E o seu dia foi se aproximando e eu comecei a querer voltar para Natal, sem saber se isso iria acontecer ou não. Nada havia sido combinado. Papai não tinha prometido ir me buscar, mas eu ficava pensando que ele tinha que ir, não era possível ele me deixar sem o carnaval, eu não podia perder algo tão importante para mim!

Não tínhamos comunicação nenhuma entre o Engenho Angelim – nome da fazenda – e Natal. Como saber se papai iria ou não até lá?!…  Ainda mais que era distante de Natal, uma viagem e tanto para o tipo de carro e de estrada que tínhamos então.

O tempo virou algo infinitamente angustiante na sua dupla face paradoxal: o início do Carnaval se aproximava velozmente e a chegada do meu pai, se é que iria – e eu não tinha a liberdade de procurar saber sobre algo que não era da alçada de uma criança – demorava mais do que um século para mim.

Fon-fon-fon-fon….

Bem antes de chegar na casa, papai começou a buzinar na estradinha que levava até lá! Papai não tinha me abandonado no carnaval!!! Tinha ido de Natal à fazenda para me apanhar e eu não ia perder a festa!!!

Eu não sei se até hoje ouvi uma sinfonia mais bela em minha vida inteira!!!

 

Data da Postagem: 08 de Fev de 2020

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Os outros (suas marcas) em mim… 02

29/01/2020

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Trago uma citação extensa, referenciada, porque ela tem sido recorrentemente válida para mim e, por isso, repassada para amigos. Assim, resolvi integrá-la ao blog através de fotos dessas páginas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Data da Postagem: 29 de Jan de 2020

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Ele chegou…

14/01/2020

 

 

 

 

 

 

 

 

Como minha memória (no que existe) sempre foi fugidia, daquele tipo que nunca sei o que sei, costumo me valer da memória digital. Ou seja, meu computador… sou eu! Ou melhor, invertendo fica mais fiel: eu sou o meu computador! Nele guardo o que, ao longo da vida, foi me interessando em geral. Tem de tudo e ainda bem que sou categorizadora na hora de salvar os arquivos, senão teria uma Torre de Babel. Por vezes retomo alguns campos de interesse, como agora em que visitei a subpasta Recortes e Curvas do Vento na pasta Denise – Escritos e Escrituras… e onde tem guardada a foto acima. E encontrei um email que recebi em 2005. Infelizmente, vou responder à pergunta inicial, colocada em negrito, do meu ponto de vista: SIM.

 

Assunto: Projeto para nova ortografia
Data: Mon, 19 Dec 2005 01:53:56 +0000 (GMT)

Será que a gente corre o risco desse dia chegar???

Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica.

Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil demais mesmo.

Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar,faremos tudo de forma gradual.

No primeiro ano, o “Ç” vai substituir o “S” e o “C” sibilantes, e o “Z” e o “S” suave.

Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O “C” duro e o “QU” em que o “U” não é pronunçiado çerão trokados pelo “K”, já ke o çom é ekivalente.

Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e ekonômika.

Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko “H” mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados.

O “CH” çera çimplifikado para “X” e o “LH” pra “LI” ke da no mesmo e e mais façil. Iço fara kom ke palavras como “onra” fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe.

Da mesma forma, o”G” ço çera uzado kuando o çom for komo em “gordo”, e çem o “U” porke naum çera preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de “G” em “tigela”, uza-çe o “J” pra façilitar ainda mais a vida da jente.

No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis.

O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar. Alem diço, todos konkordaum ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos aspas e traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando çerio já vaum tarde.

No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu. Os karioka talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta de eskrever xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo. Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar com o D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.

No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu ?

Os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.

Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us adivogado us iskrito i ate us pulitiko i u prezidenti olia ço ki maravilia.

 

Data da Postagem: 14 de Jan de 2020

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Consulta médica surreal em 14.03.2013

26/12/2019

 

 

 

 

 

 

 

 

Paciente: Boa tarde!

Médica: Boa tarde! Me dê seu nome completo…

Paciente: Denise Ramalho Dantas de Araujo.

Médica: Vou solicitar um hemograma completo, uma mamografia, uma densitometria, uma transvaginal…  E também vou lhe passar um creme vaginal para você voltar depois aqui para a gente fazer um exame.

Paciente: Tuudooo iiiissssoooo?

Médica: É!… Eu preciso ver como você está.

Paciente: Bom… é que eu faço acompanhamento com uma geriatra e ela me pediu uma densitometria há mais ou menos um ano. Eu ouvi falar que não é preciso fazer todo ano, não é?

Médica: Ah! Assim não precisa, não!

Paciente: Pois é… eu também faço acompanhamento com um endocrinologista e estou para voltar a ele. Fui no ano passado e vou fazer os exames na próxima semana para ir lá.

Médica: Nesse caso, também não vou solicitar.

Paciente: E também faço acompanhamento com uma mastologista, que até me liberou para eu ir com um ano – eu ia de 6 em 6 meses – porque tenho um nodulozinho mínimo que ela tem quase certeza que é gordura…

Médica: Então, também vou dispensar a mamografia.

Paciente: Quando eu tinha 45 anos eu tirei útero e ovários…

Médica: Ah, foi? Desse jeito também vou deixar de lado a transvaginal… É, você me desmontou toda!  Você é muito organizada. As pessoas não chegam aqui assim, não.

Paciente: A última ginecologista que eu fui, recomendou que eu usasse um creme vaginal em função da minha idade e voltasse para facilitar e dar maior conforto ao exame vaginal. Eu usei na semana passada o C….. Será que ele fez efeito? Será que daria para eu ser examinada logo hoje? Ah! Uma das razões de eu vir aqui, além da visita preventiva, foi porque notei que há um pequeno carocinho na região externa…

Médica: E você parou de usar o creme quando?

Paciente: Faz uns dois dias.

Médica: É……, a gente pode tentar…..

Médica (examinando a paciente na mesa ginecológica): É… o C… foi 100%, está tudo ótimo aqui.

Retornando à mesa de trabalho para encerrar a consulta, tendo esquecido a única queixa apresentada e que a paciente terminou esquecendo também, despediu-se até o retorno, quando o exame de lâmina ficasse pronto.

 

Obs. Investigado por outra médica o motivo da queixa, ficou esclarecido não ser problema.

 

Data da Postagem: 26 de Nov de 2019

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Meu Maior Desejo de Ano Novo!

25/12/2019

 

 

 

 

 

Desejo juntar 2 + 2 e sempre encontrar 5!!!…   

 

 

E seguir no …pensar… falar… pensar… falar… pensar…

 

Adendo posterior:

Sendo mais clara, trago o que expliquei para uma amiga:

 

 

 

 

 

 

Data da Postagem: 25 de Dez de 2019

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Mudança no tempo… que venha um belo sol!

18/12/2019

 

 

 

 

Ia começar a escrever e fui levada às questões do curso online em que estou matriculada na PUCRS – Filosofia e Autoconhecimento: uso pessoal e profissional – que tanto me deu chão em 2019. Ao pensar em colocar como título “2019 vai se encontrar com 2020”, pensei de imediato que o presente, o sentido actual do tempo não permitiria tal encontro. Quando 2020 for inaugurado, 2019 será passado! Nem também daria para entrar na questão da medição que fazemos do tempo e outras mais que embaralhariam o real propósito deste bilhete, e que eu nem saberia discorrer! Assim, venho desejar mais simplesmente que

Que 2019 seja passado superado para aqueles que não viveram bem nele!

Que 2019 seja passado continuado em presente para aqueles que o tiveram como um bom ano na vida!

Que 2020 esteja aberto a boas e felizes vivências para todos!

Já me perguntaram por que escolhi como nome do meu blog o termo Imparidade. Eu falei nisso no momento de sua gestação, quando procurava clarear para mim mesma o seu sentido. Mas, há algo que é muito claro: a imparidade é o meu modo prevalente de viver. Como todas as realidades vividas, ela se compõe contraditoriamente. É boa e ruim, fácil e difícil, alegre e triste, rica e pobre, dura e macia… E, principalmente, ela só pode ser concebida quando se contrapõe ao termo contrário, a paridade. Por isso, mesmo que de uma forma virtual, sinto vocês como parte da minha vida já que me dão algo essencial para o ser humano: a escuta, o acolhimento do meu eu discursivo, o meu desejo de ser vista de alguma forma como uma pessoa que está no mundo. Como dizia Winnicott, Quando olho, sou visto, logo existo. Agora tenho condições de olhar e ver. Agora olho criativamente, e o que eu apercebo também percebo. Na verdade, tomo cuidado para não ver o que não existe para ser visto. Obrigada pela sua presença na humana composição aqui comigo.

E, ainda, um Feliz Natal para todos!

 

Observação sobre meu comentário acerca da paridade com vocês: Nunca me vi como blogueira no sentido da busca atual de um grande público. Na verdade, o encontro no mundo das ideias é algo precioso para mim porque me leva ao sentimento de pertença à humanidade, já que me sinto meio “orbital”… Mutatis mutandis, seria como o que li: “… o público que lhe interessava, que gostaria de conquistar, não era a massa de desconhecidos que enche de prazer o escritor de hoje, mas o pequeno grupo daqueles que ele poderia conhecer e estimar pessoalmente.”  Milan Kundera (A Lentidão, p.44)

 

Data da Postagem: 18 de Dez de 2019

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Água…

11/12/2019

               

 

 

 

 

 

 

 

Eu no mundo  

 

Árido deserto

                … imagem… miragem…

                de vida.

De novo límpida

                 a visão… seca

                                               do nada.

              

 

 

 

 

 

 

Água…

… de uma amiga:

 

Procurando uma palavra!

 

Lindo?

Triste?

Realista?

Forte?

Pesado?

Real?

Duro?

Belo?

Verdadeiro! A vida como ela é!

 

 

 

Eu no Oásis

 

Eu não sei se você achou a palavra, mas sei que você me achou… e fui salva de estar sozinha no deserto! Obrigada!

 

 

E as palavras foram o chão desse caminho!

 

Data da Postagem: 11 de Dez de 2019

 

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